O peso está na cabeça? Hipnose facilita o emagrecimento

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Que tal mudar o pensamento de maneira indolor e dessa forma, facilitar o processo de emagrecimento, que pode ser bem árduo? Em consultórios, profissionais de psicoterapia usam a hipnose, que trabalha o inconsciente, para ajudar o paciente a mudar sua relação com a comida.

Durante o processo, o neocórtex, responsável pela nossa consciência, é privado das informações fornecidas pelo sistema límbico, que processa a memória e os sinais do corpo — como a dor –, além de controlar reações como fome e prazer. Sem referências, a consciência se torna mais vulnerável às sugestões do hipnotizador.

“É quando o profissional sugere ao paciente mudanças de sensações, percepções, pensamentos e comportamentos que são importantes para ele, de acordo com a queixa”;

explica psicóloga Luciana Kotaka, pós-graduada em Obesidade e Transtornos Alimentares pela PUC-PR (Pontifícia Universidade Católica do Paraná) e hipnoterapeuta.

O terapeuta pode pedir, por exemplo, que o paciente se veja satisfeito após comer apenas um pedaço de chocolate. Ou que se imagine praticando exercício físico e sentindo prazer com a atividade.

“Todo pensamento leva a um comportamento, que, com a repetição, se torna um hábito. Nós somos produto do que pensamos. A hipnose apenas facilita a mudança de pensamento”;

explica a psicóloga Vânia Calazans, participante do Grupo de Estudos de Hipnose da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo).

A arquiteta Letícia Abrahão, 32, procurou a hipnose com o objetivo de tratar a ansiedade, que a levava a comer muito, especialmente doces. Ao longo de dez sessões semanais, ela emagreceu 13 quilos.

“Nunca tive problemas para emagrecer, mas sempre recuperava o que tinha perdido. Com o tratamento, consegui me colocar no controle das minhas ações, entendi que sou capaz de me segurar diante da comida. Hoje, eu como com consciência”

Não é milagre

A técnica apenas trata algumas causas do ganho de peso, como a tendência a compensar as emoções na comida. Mas é preciso haver desejo real de mudar aliado à uma boa alimentação e à atividade física regular para fazer os ponteiros da balança caírem.

“A hipnoterapia só funciona em pacientes que estejam motivados e que confiem no hipnoterapeuta. Fora dessas condições, não será bem-sucedida”;

diz o psiquiatra Fernando Portela Câmara, professor da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro).

“A hipnose fortalece as minhas tomadas de decisão e me deixa mais conectada com os meus propósitos. Eu consigo ter mais foco nos meus objetivos e melhorar a minha autoestima”;


diz a triatleta Luca Glaser, 26 anos, que chegou ao tratamento por indicação da nutricionista e emagreceu cinco quilos em dois meses.

Para alcançar resultados positivos, é fundamental que o paciente continue aplicando o que foi trabalhado na hipnose.

“Se eu uso uma técnica para o paciente ter a sensação de saciedade, por exemplo, ele tem que respeitar o corpo ao perceber que está satisfeito, em todas as refeições. Se a cada vez que for se alimentar ele forçar e comer um pouco mais, todo o trabalho da hipnose será perdido”;

diz a psicóloga.

Como é a sessão?

Não se usa mais pêndulo para hipnotizar alguém. O estado de hipnose é induzido por meio da voz do profissional. As palavras são ditas de forma suave e, quanto mais detalhada a descrição da cena, melhor para prender a atenção do paciente e reduzir o grau de inibição.

Em uma técnica que leva o paciente a se visualizar inserindo um balão de saciedade no estômago, o profissional faz com que a pessoa se transporte mentalmente para um centro cirúrgico, descrevendo sons e cheiros que são comuns nesses locais. O profissional avisa que o balão ocupará uma boa parte do estômago, o que fará o paciente ingerir menos comida do que o habitual. Embora o paciente saiba que aquela cirurgia não é real, uma nova percepção pode ser criada a partir daí, conforme explicam as especialistas.

Uma pessoa hipnotizada não dorme, mas entra em um estado profundo de relaxamento.

“Nós nos auto-hipnotizamos no dia a dia sem nem perceber. Por exemplo, quando chegamos a um destino dirigindo e não sabemos como percorremos o caminho até lá”;

diz Vânia.

Por isso, aquele medo de nunca mais “voltar” de uma sessão de hipnose não faz sentido.

“O paciente não vai para lugar algum, ele está ali mentalmente e fisicamente, o tempo todo”;

diz a psicóloga Adriana de Araújo, autora do livro “Emagreça Sem Medo” (Editora Laços).

A técnica é contraindicada para pacientes obsessivos, pessoas com transtorno de pensamentos paranoicos e estados de confusão mental.

Fonte: Viva Bem Uol

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